segunda-feira, 16 de junho de 2008

CRÔNICA: SITUAÇÃO DE GUERRA
por: Jerusa Guijen Garcia


Em uma situação de guerra, a partir do momento em que se ouve o soar do alarme, as pessoas passam a se olhar como quem fita o além, já não se enxergando mais umas às outras. É como se o verdadeiro espírito do indivíduo saísse de seu corpo naquele momento para dar lugar a uma alma de outra natureza, mais fria e calculista que a anterior.
É quando o indivíduo se dá conta da iminência da morte e nessa hora ele decide pensar nas últimas providências a serem tomadas antes que os cavaleiros do apocalipse desfiram sobre sua cabeça o golpe fatal.
Então ele tenta a todo custo localizar seus entes queridos e, quando se obtém êxito, empenha-se em fazer as últimas recomendações, desfiando todo um rosário de perdões pelas ofensas, de mea culpas, na tentativa de se passar a limpo, em instantes, o que não foi possível fazê-lo em toda uma vida.
Concluída essa etapa, há que se pôr em prática alguma forma de escape, algo que valha uma chance de fugir, caso se venha a sofrer um ataque frontal. Quando, de fato, o inimigo surge, apenas mantêm a dignidade aqueles que realmente a possuem.
Ali, na hora do salve-se quem puder, caem as máscaras do verniz social e a verdadeira personalidade do indivíduo aflora.
Se ele traz em seu âmago um dragão dormindo nos absconsos escaninhos de seu inconsciente, nessa hora o monstro emerge com fúria total, pisando sem misericórdia nos que estão embaixo, com o intuito de livrar sua pele.

Assim é o aluno em vésperas de provas: diante do iminente confronto entre o que ele de fato aprendeu e tudo o que lhe resta saber, vê-se à frente de um abismo intransponível e é quando se dá conta de seu despreparo.
Teme ser desvelado perante a família que, no mais das vezes, investe com sacrifício em seus estudos e espera dele um retorno a qualquer custo.
Então, ele engendra um plano de combate, que inicia sempre por tentar arrebanhar adeptos, numa parceria de náufragos, uma vez que precisa de suporte para ajudá-lo a atingir seu intento.
Persuade seus colegas a se fiarem em suas premissas, as quais sempre se baseiam em alguma espécie de inconformismo.
Inicia-se, assim, o ataque frontal, em que são aplicadas todas as espécies de golpes a fim de minar o suposto inimigo, no caso, o professor que representa a ameaça.
Surgem defeitos até então jamais notados, potencializa-se inócuas atitudes que não viriam à baila não fosse esse contexto.
E já que seu lema é matar o inimigo antes que ele ataque, arma-se todo um dossiê de acusações, sempre gozando do respaldo de seus iguais, dossiê esse submetido à apreciação do coordenador do curso, na esperança de conseguir que o professor caia antes de desferir a tacada certeira, isto é, antes da prova.

Depois, passada a tempestade, saem as notas, contata-se que ninguém repetiu, arrefecem-se os ânimos, afinal, o diabo não era tão feio quanto se pintava.
Então, suspiram todos aliviados e saem felizes a tomar cerveja, não deixando, inclusive, de convidar o professor que há pouco fora tão severamente criticado – para compor com eles, em uníssono, o coro dos contentes.


Professora Jerusa é sobrevivente da Guerra Civil do Timor Leste em 2006)
(...)
Caros Alunos: Salve!

Eis que se aproxima o dia da prova semestral. Compreendo o nervosismo de cada um, afinal, o esforço de todo um semestre conflui para este momento em que se é checada a quantidade de informação que cada um foi capaz de reter. Sei que estão todos muito nervosos e apreensivos, mas aconselho-os a se tranqüilizarem; se até aqui chegaram, freqüentando as aulas regularmente e acompanhando a matéria ministrada, não há razão para temer.

No que se refere à minha disciplina, quem assistiu às minhas aulas há que se lembrar de minhas explicações e muitos dos tópicos não requerem sequer estudo prévio, basta transcrever minhas explicações (como, por exemplo, Linguagem sensacionalista, o filme Doville). Outros tópicos, entretanto, que avaliam a capacidade mnemônica de cada um, bastam umas poucas lidas na matéria para que a memória reavive, algumas poucas anotações e pronto, podem se considerar preparados.

Não vejo a avaliação como instrumento de vingança, portanto, relaxem. Comigo só vai mal quem faz muito esforço. No geral o aluno mediano não tem problema nenhum nas disciplinas que ministro. Portanto, fiquem tranqüilos, no fim dará tudo certo. Se não deu certo ainda, é porque não chegou ao fim.

Só relembrando um detalhe: caso, em sua prova, conste alguma matéria ainda não ministrada em sua classe, não se desespere, não faça estardalhaço, não grite, não se descabele, não se desarmonize. Isso só dificultará seu processo de enfrentamento das outras questões. Fique calmo, relaxe, apenas entre em consenso com os outros colegas de classe, peça ao professor aplicador para escrever na lousa que aquela questão foi anulada para todos, e empenhe-se em responder bem às outras questões pertinentes ao conteúdo ministrado em sua classe.

Os sete pontos que valem essa prova serão equanimemente divididos entre as questões válidas para cada classe. No e-mail do grupo estou enviando a lista de itens vistos em cada classe.

Uma boa sorte a todos e, já sabem: em caso de susto, relaxem!

Com apreço,

Professora Jerusa
O PROCESSO CRIATIVO

ETAPAS DO PROCESSO CRIATIVO:
1. Identificação
2. Preparação
3. Incubação
4. Iluminação
5. Verificação
6. Elaboração

BRAINSTORM:
• Não criticar nenhuma idéia
• Dar asas à imaginação
• Recolher o maior número possível de idéias
• Combinar esforços

René Descartes:
• A ideação individual é mais criativa;
• O trabalho em grupo impede o fluxo contínuo das idéias;
• Só se cria no silêncio das emoções;

BLOQUEIOS À CRIATIVIDADE:
• Repressão (familiar, social, religiosa)
• Inibição
• Baixa auto-estima
• Descrença
• Auto-afirmações negativas
• Comodismo

ASPECTOS DO PENSAMENTO CRIATIVO:
• Fluência
• Flexibilidade
• Originalidade
• Elaboração
• Desenvolvimento


PERFIL DO CRIATIVO:

• Faça! Se você captar uma idéia "no ar", lembre-se do inconsciente coletivo: há outras antenas girando e conectando ao seu redor. A sua "grande idéia" na gaveta não vale nada, se alguém executar primeiro. Pintou inspiração?! Largue esse teclado agora e saia mostrando para o mundo sua capacidade criativa!

· Torne-se uma esponja: Absorva tudo o que puder - livros, TV, música, conversa com os amigos, a pulsação das ruas. Tudo pode servir de inspiração. Esteja sempre atento à vida ao seu redor.

• Permita-se: As melhores idéias costumam morrer "na fonte", porque o seu idealizador se policia, não exercita o dom supremo da liberdade. O medo do ridículo, para o processo criativo, equivale ao medo da morte. Solte-se!

• Fuce: Os amantes da informática sabem o significado deste verbo. "Fuçar" é explorar, é descobrir, é aprender com a vivência. Explore o mundo e todos os assuntos de forma intensa, sem medo de "estragar a máquina". Seja curioso!

• Continue tentando! Criatividade e persistência podem e devem andar de mãos dadas! "Desistir" é um verbo que não combina com o ato criativo. Quando achar que já esgotou todas as possibilidades de Criação ou análise, quando se cansar ou "encher o saco" no processo de criar, dê um tempo, relaxe a mente, divague. É nestas horas que costumam surgir as melhores idéias.

• Seja flexível! Uma mente cheia de pré-conceitos, idéias rígidas, concepções formatadas da realidade e estereótipos jamais conseguirá criar com liberdade. O ato criativo exige um alto grau de adaptação e maleabilidade às circunstâncias!

• Sorria! Aliás, gargalhe! O fluxo criativo é melhor atingido em estado de êxtase. Cultivar a alegria é fundamental para se criar com prazer. Veja comédias, aprenda a contar piadas, tente rir de si mesmo. A alegria estimula os hemisférios cerebrais.

• Volte a ser criança - As pesquisas são unânimes em apontar dados sobre a perda de criatividade da infância para a vida adulta. Tente criar com a energia, a leveza e a liberdade de uma criança. Ensine seu lado adulto a brincar de roda! Veja o resultado da pesquisa.

• Trate com carinho a sua máquina de criar! Barulho em excesso, fadiga, negativismo, dietas desequilibradas, noites sem dormir, ansiedade em demasia, mau humor: tudo isto enfraquece, cansa, prejudica o mais eficiente dos "hardware" - seu cérebro. Evite essas coisas.

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segunda-feira, 9 de junho de 2008

ÍNDICE:

Matéria: Ciências da Linguagem (demarcada em números romanos)
I) Silogismo Lógico Aristotélico;
II) Arte Retórica & Arte Poética;
III) Semiologia do Texto Publicitário;
IV) Teoria da Informação;
V) Níveis de Linguagem;
VI) Variantes da Língua;
VII) Comunicabilidade;
VIII) Funções da Linguagem;
IX) Linguagem Sensacionalista sob a Ótica da Psicanálise Freudiana;
X) Conceito de mais-valia e de reificação, tendo como base o filme Dogville.

Matéria: Redação Criativa (demarcada com números arábicos)
1) O Processo Criativo
2) Recursos Estéticos;
3) Criatividade e Arte da Antiga Grécia à Contemporaneidade;
4) Tipos de Títulos;
5) Brainstorm - Criação de um produto e sua subseqüente inserção em Mídia Eletrônica (com apresentação do respectivo roteiro televisivo e jingle)
6) Métodos Dedutivo e Indutivo de Classificação de Brainstorm;
7) Figuras de Linguagem com Enfoque na Linguagem Publicitária;

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Quinta-feira, 5 de Junho de 2008
I) SILOGISMO LÓGICO ARISTOTÉLICO – ((CILING)(MATÉRIA INTERDISCIPLINAR)
PREMISSA MAIOR = IDÉIA UNIVERSAL, IRREFUTÁVEL, INCONTESTÁVEL.Ex.: TODO HOMEM É MORTAL.PREMISSA MENOR = IDÉIA INDIVIDUAL.EX.: ORA, EU SOU HOMEM.CONCLUSÃO = BASEANDO-SE NA IDÉIA UNIVERSAL DA PREMISSA MAIORPORTANTO, EU SOU MORTAL.FALÁCIA = RACIOCÍNIO ENGANOSOEX.: TODO MINEIRO É HÁBIL.ORA, AUSTREGÉSILO É MINEIRO,PORTANTO, É HÁBIL.

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1) RECURSOS ESTÉTICOS(MATÉRIA = REDAÇÃO CRIATIVA)
FINALIDADES:• CHAMAR A ATENÇÃO DO LEITOR PARA O CONTEÚDO DA MENSAGEM, O QUE NEM SEMPRE É FÁCIL, NUM CONTEXTO SATURADOS DE ESTÍMULOS VISUAIS;• DESPERTAR O PRAZER ESTÉTICO;• OBTER MEMORIZAÇÃO;EMPRÉSTIMOS ESTRANGEIROS:A) Uso do Genitivo Anglo-saxão• Ex.: Barra´s Bar• Eduart´sB) Empréstimos do Latim:• Ex.: Espetu´sC) Ambos:• Stillu´sD) Letras exóticas• Ex.: Bar Petiskaria Karranca• Ki Banka• “O dia de Curitiba ficou mais fresquinho e perfumado com Chrolophilla”. (Veja Paraná, 24/4/2007, p. 21 – propaganda de Loções Chrolophilla).E) Com uso do superlativo:• “Butique Chikésima”.• Cachorros Quentes Ki Dogão”.F)Com hibridismo:• “Papel Higiênico Suavpell”.• “Ká entre Nós Snack Bar”Comentário do Otto Lara Resende: “Gostei dessa idéia de Kaos com K. Escrito assim, parece mais terrível, mais abissal, e por outro lado é novidade. O caos com c já estava monótono e repetitivo”. (Folha de São Paulo, 4/9/2005).MAIÚSCULA ALEGORIZANTE:• Ex.: Pátria, Família, Escola, Igreja, etc.• “A Nota Fiscal que você Não Pede é a casa que você Não Tem”.COTEJO (COMPARAÇÃO):• “Não é por acaso que o ticket restaurante mais conceituado do país é justamente o Ticket Restaurante”. (Folha, 7/5/2000).• “Desculpe, Cid. O TJ Brasil agora vai para as 20 horas, apesar desta mudança de horário impossibilitar que você veja o jornal do SBT.” (Folha, 7/5/96).UNIÃO DE ASPECTOS GRÁFICOS COM DIFERENTE SEGMENTABILIDADE DAS PALAVRAS:• “Restaurante Vegetariano Verde Jante”.MORFEMAS DE GRAU:A) Diminutivos:• “Conquiste o seu carrão dirigindo um carrinho”. (Promoção dos Supermercados Pão de Açúcar – sorteio de um carro para os clientes que enchessem o carrinho de compras).• “Aproveitamos o comecinho desta revista para dizer que Sempre Livre Míni protege você no comecinho e no finzinho”. (Revista Cláudia, janeiro de 2007).• “Por apenas cinco reaizinhos você leva um pacotão de batatas”. (Cantinhola de vendedor ambulante pelo alto-falante).B) Aumentativos:• “Semanão de preços baixos no Carrefour”.• “Ofertão da semana”.• “Feirão promocional de eletrodomésticos”.PREFIXAÇÃO / SUFIXAÇÃO• “Todo dia é dia de ofertíssimas no Pão de Açúcar”. (Folha, 29/8/2006)• “Herbíssimo, fragrância da natureza que Dana trouxe da Europa para você”. (Desfile, dezembro de 1990).• “ Compre um carro zeríssimo”.SUFIXO ÉSIMO:• “Chikésima”.HOMÔNIMOS HETERÓGRAFOS:• “Jogar num esquema desses, só a seleção phillipina”. (Propaganda da Phillips na Veja).HOMÔNIMOS HOMÓGRAFOS:“Veja o único homem que tem preconceito contra preto... e branco”. (Folha, 10/3/89) – (Propaganda que convida o leitor para assistir à entrevista na TV com Ted Turner, colorizador de filmes preto-e-branco).“Antes do feriado de Nossa Senhora da Aparecida, dê uma aparecida lá na Zacharias”. (Folha, propaganda da Rede Zacharias de Pneus).SUFIXAÇÕES INCOMUNS:• “Neste verão, coppertone-se”.• “Alarme-se. Proteja sua loja ou indústria”. (Propaganda dos Alarmes Setorizados A II Artron Ltda.)• “Bestarel” (Cruzamento de besta com bacharel – Dicionário Aurélio).• “Pescópias” (Pesquisas escolares).• “Exercicle-se”.• “Curitubo Desentupidora”.• “Laminaço – Comércio de Lâminas e Cabos de Aço”.• “Mulheraço”.• “Triumph: o showtiã”. (Desfile, setembro de 1990).• “A intelligentsia brasileira finge que não lê O Globo. O que é uma tremenda “burritsia”. (Veja, 13/7/2007).RESSEGMENTAÇÃO: Segmentação diferente da palavra, sem substituição ou acréscimo:• Ex.: “Bar Baridade”.• Teatro Guairá apresenta: “A Voraz cidade de Paris”.• “Felizcidade” (Outdoor em comemoração ao aniversário de Curitiba).• “Amar é ter na menteÉter na menteEternamente”.• “Pneu carecou, HM trocou”.• Bebemore o centenário da Antarctica”.DESOPACIFICAÇÃO = Jogo criativo com unidades lexicais mais complexas• “Acorda, Trabalhador!” (Anúncio da CUT acompanhado da foto de uma corda com um nó similar ao usado em enforcamentos).• “Morumbi Shopping é Parati, Mamãe”. (Anúncio da Folha acompanhado da imagem de um carro Parati, que seria sorteado no Dia das Mães).CRUZAMENTO VOCABULAR:• “Rusticidade” (Peça teatral de autoria da dramaturga Jerusa Guijen Garcia)ASPECTOS SINTÁTICOS:A) SIMPLICIDADE ESTRUTURAL (Ausência de conectivos):• “Flat pronto, rentabilidade imediata”.• “Pequenos imóveis, grandes negócios!” (Slogan da Lopes)• “Arapuá. Vem que tem”.• “Ferramentas Bosch: fortes, ágeis, potentes, produtivas”.• Período Composto sem conectivos:• “Pensou Brahma, pediu Brahma!” (Laconismo).• Com conectivo:• “Se o seu pai não merece uma assinatura da TVA, responda: onde foi que ele errou?” (Ausência de circunlóquios).TOPICALIZAÇÃO• “Moda Inverno a gente encontra na C & A”.• “Seninha acumulada faça aqui”.• “O Cartão Bamerindus você usa em qualquer lugar”.• “Mãe só tem uma. Bebedermis também”.• “Na MS a gente confia”.• “Tão importante quanto ter um fax é todo mundo saber que você tem um fax”. (Outdoor da Telefax).COORDENAÇÃO:• ASSÍNDETO = Ausência de conectivos (conjunções, preposições):• “Esta marca significa segurança, eficiência, agilidade, tradição, profissionalismo, tranqüilidade, 54 anos de experiência e atualização constante no mercado imobiliário”. (Lopes Consultoria de Imóveis).• “Raspou, combinou, ganhou”. (Propaganda da Raspadinha em Casa Lotérica).• “Quem não lê, mal ouve, mal fala, mal vê”. (Livraria Siciliano).POLISSÍNDETO (Abundância de conectivos):• “BFB. Banco Francês e Brasileiro e Japonês e Inglês e Alemão e Suíço e...”
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Terça-feira, 20 de Maio de 2008
II) ARTE RETÓRICA&ARTE POÉTICA – ARISTÓTELES (CILING)
PONTE COM O TEXTO “CRIATIVIDADE E ARTE” (REDCRI)
Sete Artes Liberais:Trivium:GramáticaRetóricaLógica ou DialéticaQuadrivium:Aritmética /Geometria)Geografia e a História NaturalAstronomia / MúsicaSOFISTASNome aplicado pelos antigos gregos aos homens eruditos. Nome dos mestres itinerantes que proporcionavam instrução em troca de honorários.Em seus ensinamentos tendiam a enfatizar a arte da retórica e revelar aos discípulos técnicas para alcançar o êxito na vida pública.RETÓRICA:• Teoria e prática da eloqüência, seja falada ou escrita.• A retórica define as regras que regem toda composição ou discurso em prosa que se propõem influir na opinião ou no sentimento das pessoas.• Sua tarefa não consiste em persuadir, mas em discernir os meios de persuadir concernentes a cada questão.A Retórica é a faculdade de ver teoricamente o que, em cada caso, pode ser capaz de gerar persuasão.DIALÉTICA: Método que investiga a natureza da verdade mediante a análise crítica de conceitos e hipóteses.RETÓRICA:Baseia-se em fatos.Finalidade = aduzir provasDIALÉTICA:Não raciocina por silogismos, portanto não parte de premissas, mas parte do que precisa ser estabelecido pelo raciocínio.Investiga a causa do êxito.A retórica aristotélica é poética no sentido de que formula as regras da criação.Sua finalidade não é tanto persuadir quanto descobrir o que há de persuasivo em cada caso, ou seja, o que é próprio para ser usado como instrumento de persuasão numa determinada questão.Todas as pessoas, mesmo sem saber, estão diariamente empregando a arte da retórica e dialética em seu dia-a-dia. Sempre que atacamos ou defendemos alguém, estamos fazendo dialética; sempre que acusamos e nos defendemos, sempre que damos um conselho, que censuramos ou louvamos alguém, estamos fazendo retórica.Ela investiga as causas do êxito.A Retórica trabalha três tipos de idéias:1. Idéia do justo– no gênero judiciário;2. Idéia do útil – no gênero deliberativo;3. Idéia do belo ou honorífico – no gênero demonstrativo“Sendo manifesto que o método hábil se estriba em provas; que a prova é uma demonstração – conclui-se que a nossa confiança é tanto mais firme quanto mais convencidos estivermos de ter obtido uma demonstração, que fornece a convicção mais decisiva.”“Todo aquele que melhor souber aprofundar as premissas e a marcha do silogismo e se mostrar mais apto para manejar o entimema (desde que possua igualmente o conhecimento dos objetos a que eles se referem e das diferenças que distinguem) e que souber distinguir o verdadeiro do falso, será mais propenso a atingir o êxito na vida .”PERSUASÃO:Obtém-se a persuasão nos receptores quando o discurso os leva a sentir uma paixão, à medida que os juízos que proferimos variem, conforme os conduzimos a experimentar aflição ou alegria, amizade ou ódio.Portanto, para persuadir, é preciso conhecer bem as paixões humanas, a natureza e a qualidade de cada uma delas, sua origem e desenvolvimento no indivíduo, desvelando o que está por trás das máscaras sociais que as encobre.
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2) CRIATIVIDADE & ARTE
DA ANTIGA GRÉCIA À CONTEMPORANEIDADE
(MATÉRIA DE REDCRI - INTERDISCIPLINAR)
1. Aristóteles, em sua obra Arte Poética e Arte Retórica, há 2.300 anos atrás, sugere-nos alternativas para se atingir um espírito criativo a partir da arte. René Huyghe, por sua vez, agora no século XX, em seu livro Os Poderes da Imagem, traça um contraste entre os impactos da imagem midiática na consciência humana, em contraposição com a influência da imagem artística.2. Aristóteles menciona a arte enquanto um lenitivo capaz de compensar os dissabores da alma, a qual se impõe à perene tristeza existencial da condição humana, e que oferece como recurso catártico o choque emocional, capaz de provocar expurgos das mazelas que afligem o indivíduo (de fato, esse era o papel da tragédia grega e até hoje tem sido o da mídia sensacionalista).3. René Huyghe, por sua vez, traça um parâmetro entre o choque sensorial da imagem midiática, que embota os sentidos do indivíduo e os condiciona a um estado de anestesia sensorial, em contraposição com o efeito lenitivo da arte, que age como um verdadeiro antídoto contra o efeito nocivo que o choque da imagem midiática causa na mente humana.4. Na arte, o indivíduo se vê identificado com os sentimentos do artista e, dessa forma, sente compensada sua solidão por estar no mundo em meio a tantos conflitos e frustrações.5. O expectador da arte se sente confortado em suas mágoas e anseios, uma vez que, reconhecendo-se na arte, percebe que não é o único a passar por aquilo, não é o único a sofrer tais sintomas.6. A arte proporciona ao seu expectador um expurgo – porém um expurgo a partir de critérios da beleza estética, a qual eleva o indivíduo a parâmetros que o possibilitam sair da carcaça grotesca do bombardeio sensorial em que ele está mergulhado, o qual lhe embota os sentidos e o impede de pensar uma realidade melhor, impossibilitando-o, conseqüentemente, de atingir os limites mínimos da criação.7. A arte é essencialmente uma linguagem. E todo criativo é por si só um artista, uma vez que o artista tem por finalidade se comunicar, fazendo uso do que os outros podem conhecer ou reconhecer, através de signos que tanto podem ser ícones, quanto índices ou mesmo símbolos.8. Como toda linguagem, tanto a arte quanto o impulso criativo tentam ultrapassar a simples prática de um repertório; em ambos haverá sempre um esforço do emissor para se revelar aos outros.9. O artista sente o mundo de forma diferente, com mais intensidade, mais originalidade e, dessa forma, sabe que o produto de sua criação requer do espectador uma atenção mais acurada para enriquecer com o eco de sua própria vida interior a obra produzida.10. Por mais obscura que seja a percepção do indivíduo, quando ele está diante de uma verdadeira obra de arte, ele sempre tira dela alguma espécie de entendimento.11. Mesmo quando a arte se apodera da angústia, da fealdade e do próprio horror, é para demonstrar que isso também tem sua dose de beleza.12. Portanto, não é só a possibilidade de equilíbrio de tudo o que constitui a nossa substância viva que se estabiliza diante da arte; trata-se de um outro equilíbrio mais vasto, que engloba tanto o ser que somos quanto tudo o que ele não é, mas pode vir a ser.13. A arte, permitindo à sensibilidade exteriorizar-se espontaneamente sem mesmo ser elucidada (diferentemente do trabalho intelectual), transforma os conflitos ou os desesperos interiores, em um simples espetáculo.14. O velho Aristóteles já havia previsto a eficiência dessa solução quando falava da catarsis da arte, ou seja, do seu poder de explicar tudo aquilo que agita e atormenta o espírito. O indivíduo liberta-se, então, e deixa de estar obcecado. Liberta-se na medida em que se encontra colocado face a face como que o atormentava anteriormente.15. O espectador, por sua vez, sofre esse efeito benéfico porque na medida em que uma obra de arte o faz vibrar, na medida em que ele se reconhece nela, e até nela aprende a reconhecer-se, vê-se finalmente recompensado sua solidão. Agora, ele compartilha com alguém suas emoções, por vezes pouco claras, que se oferecem a ele como um sinal de outrem. Julgando descobrir nelas o segredo do artista, ao mesmo tempo ele descobre o seu próprio segredo.16. Assim, a revelação da obra de arte alivia uma tensão interior porque tange na solidão existencial do espectador, transformando os sinais exteriores e independentes criados pelo artista na revelação de seu próprio fluxo interior.17. E, nessa hora, o indivíduo se torna senhor, se apodera de algo que sempre foi seu, sem que ele nunca soubesse anteriormente. Efetivamente, a arte aumenta o domínio do homem tanto sobre a natureza quanto sobre si mesmo.18. A arte permite-lhe guardar para sempre aquela parte do mundo que lhe foi oferecida. Em todas as suas formas figurativas a arte oferece o seu toque de perpetuidade a essa fuga louca e desenfreada do tempo a que o cinema, o rádio ou a televisão nos obrigam, devido às suas constantes abreviações, aos seus saltos bruscos, que somente contribuem para acelerar o turbilhão em que vivemos e a vertigem angustiosa que nos habita.19. A arte afirma a força do homem perante o mundo, recompõe a lei do homem em consonância com a lei do universo, restitui-lhe confiança até então tão ameaçada.20. Assim, a arte, erguendo contra a mecanização do mundo visual uma barreira, e por outro lado contra a precipitação de seu curso, tende a compensar esses efeitos que se revelam tão destruidores do psiquismo contemporâneo, colocando-se no mesmo campo em que eles atuam.21. Portanto, Arte e Criatividade estão intrinsecamente relacionadas, sendo impossível uma existir sem a outra. Isso já dizia Aristóteles há quase 2.400 anos atrás; isso disse René Huyghe, um dos maiores pensadores contemporâneos do fenômeno midiático e artístico, bem como tantos outros estudiosos que se debruçaram sobre a questão.22. Por isso é que se estuda Aristóteles em Criatividade, para que se adquira subsídios a fim de que se possa confrontar suas idéias com as idéias da contemporaneidade, de sorte que se perceba nela verdades universais capazes de nos redirecionar em nossas escolhas, possibilitando-nos facilitar nossa prática profissional.
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Segunda-feira, 28 de Abril de 2008
3) TIPOS DE TÍTULOS – (MATÉRIA = REDAÇÃO CRIATIVA)Segundo investigações, 90% dos leitores lêem apenas os títulos dos anúncios.Os títulos podem se classificar:A) Pelo seu conteúdo;B) Pela sua forma.A) PELO SEU CONTEÚDO:Título de identificação:Geralmente faz uso apenas da marca do anunciante, pressupondo-se que o consumidor já tenha familiaridade com o nome:Ex.: “Perdigão!”.“Coca-cola!”“Ford!”2) Conselho:Ex.: “Alitalia Airlines adverte: assegure-se de quem o recebe em terra!”3) Promessa: Promete ao consumidor a realização de suas esperanças e oferece a solução par seus problemas.– Ex.: “Nós fazemos o melhor de uma coisa boa”. (Sopas Campbell - Cortesia da Batten, Barton, Durstine & Osborn, Inc.).4) Título com cunho de notícia: Dispensa todo o supérfluo e expressa uma informação direta e concisa. Sua eficiência consiste em que o consumidor quer estar a par das últimas novidades, bem como da nova tendência do mercado.– A notícia pode se referir ao produto, à sua embalagem, a seu preço, à empresa que o fabrica, etc. Pode apenas se limitar a apresentar algo novo, bem como pode oferecer mais detalhes.– Ex.: “Agora você pode obter o dobro de segurança com a nova Rede de Proteção Extra”.5) SELETIVO
O princípio de segmentação do mercado indica que não pode haver um anúncio que interesse por igual a todos os consumidores. Mas nenhum anúncio deve se dirigir a um público muito seletivo ou reduzido,pois assim fazendo pode estar somente quando descartando outros possíveis consumidores. O título seletivo é válido estão claramente definidos os propósitos do programa, como, por exemplo, “motoristas” ou “mães”, ou quando indica que o produto pode servir a todos os membros de um grupo:Ex.: “Para as crianças pequenas, médias e grandes, Leite Santa Clara”.B) PELA SUA FORMA:Interrogativos: Pretendem chamar a atenção, despertando o interesse do leitor e convidando-o a contestar a pergunta. A resposta deve figurar no corpo do texto. Freqüentemente vem no subtítulo.Ex.: “Como Phisohex limpa cirurgicamente a pele? Com grande delicadeza.”“O que significa No-Cal para todas as pessoas gordas? Todos sabem perfeitamente. Mas No-Cal tem uma vantagem: é fabricado pela Fisher. O que mais você quer saber?”2. Título de Ordem Não é muito freqüente, pela dificuldade que representa resumir num título uma vantagem ou um benefício para um comprador. Para que esse tipo de título surta efeito, deve-se conseguir a mais absoluta objetividade do que se deseja.• Ex.: “Proteja a sua pele.” (Companhia de Seguros).3) Intrigante: Este tipo de título tem por finalidade intrigar ou despertar a curiosidade do consumidor, convidando-o a decifrar um enigma. A idéia é que o leitor se considere participando de um jogo e se sinta induzido a seguir lendo até concluir do que se trata. Pode conter uma só palavra, uma frase inconclusa ou uma afirmação implícita que necessita de sentido e obriga a continuar lendo para esclarecer as dúvidas. Da mesma forma que o título interrogativo, deve dar ao leitor uma explicação, que, neste caso, deve aparecer preferivelmente no corpo do texto e não no subtítulo.Ex.: “Antes de comprar outro licor, leia as letras pequenas no rotulo debaixo desta garrafa.” “Old Taylor: O que a etiqueta não pode dizer-lhe, o sabor dirá”.“New beattle: o Volkswagen clássico”.4) Título Alardeante: Nesse tipo de título fazem-se elogios exagerados e hiperbólicos do produto ou da empresa anunciante.Ex.: “Não existe no mundo mais que um Arnel”.“Noilly Prat foi o primeiro vermute seco do mundo. Se você tomar outra coisa, estará consumindo uma imitação”.“Listerine acaba com o mau hálito quatro vezes mais que qualquer dentifrício”.Obs.: Atentar sempre para a veracidade do que está sendo dito. SUBTÍTULO - O título se refere a um problema ou desejo de compra. Deve se ampliar com o subtítulo, de menor importância, mas quase sempre em caracteres maiores que o corpo do texto. Ele pode conter:A) Uma explicação;B) Uma ampliação do título;C) Uma descrição mais detalhada do mesmo;D) Uma solução para o problema apresentado.Exemplo de Subtítulo:Há mais beleza permanente nos automóveis daFord Motor Company.O verniz resistente de sua pintura agüenta o sal, o sol, a areia e o cascalho.
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III) SEMIOLOGIA DO TEXTO PUBLICITÁRIO
(MATÉRIA DE CILING - INTERDISCIPLINAR)
SEMIÓTICA = Uma ciência que ajuda a ler o mundo. (Charles Sanders Peirce)SIGNO = O signo é tudo o que substitui algo, sob certos aspectos e em certas medidas.DIVISÃO DOS SIGNOS:ÍCONE – Figuração simbólica de um objeto ou de uma pessoa, de forma a manter-se uma relação de similitude com o referente real. Mantém uma relação de analogia com seu objeto. Representação quase exata de um objeto.Ex.: Margarina (ícone de manteiga). Uma fotografia, um desenho, um som.ÍNDICE - Representação de um aspecto de um objeto para sugerir o todo ou o conceito que ilustra.Ex.: Pegadas na areia, perfuração de bala, fumaça, marcadores lingüísticos como os pronomes demonstrativos.SÍMBOLO - Mantém uma relação convencional com o objeto ou o referente.Ex.: As palavras. As placas de trânsito, etc.
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Quarta-feira, 23 de Abril de 2008
4) MÉTODOS DEDUTIVO/INDUTIVO DE CLASSIFICAÇÃO DO BRAINSTORM
(MATÉRIA = REDAÇÃO CRIATIVA)1) Método Dedutivo: Parte da idéia mais universal para a idéia mais individualizada, numa relação de “Contém – Está contido”.2) Método Indutivo: Parte da idéia mais individualizante para a mais universal, numa relação de “Está contido – Contém”.

PRÁTICA DE BRAINSTORM
TEMA: PAZ
Método Dedutivo = do aspecto mais genérico para o específico(Autoria: Aluna que preferiu ficar no anonimato) NaturezaLuzAzulVentoNaturezaPaisagemMarLagoPraiaAreiaFlorCéuNuvemMeditaçãoSilêncioLivroSonoSaúdeAcademiaBanhoNadarAmorOlharMãosAbraçoBeijoPaixãoAmorSonhoSonhoLiberdadeRelacionamentoFamíliaAmigosCriançaCarinhoCachorroReligiãoDeusCordeiroAnjoCoraçãoJerusalémIgrejaCruzVaticanoBispoPraçaMissaHóstiaRosárioTerçoAdjetivos:EsperançaDignidadeSolidariedadeSinceridade
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Quarta-feira, 23 de Abril de 2008
FIGURAS DE LINGUAGEM COM ENFOQUE NA LINGUAGEM PUBLICITÁRIA
(MATÉRIA DE REDCRI - INTERDISCIPLINAR)
5) FIGURAS DE LINGUAGEM
(Matéria de Redcri)
(com possibilidade interdisciplinar)
Metáfora:•Comparação sem os conectivos.•Associações substitutivas.Metonímia:Quando se toma a parte pelo todo:•O continente pelo conteúdo:Austregésilo tomou um litro de Sangue de Boi e saiu dirigindo. Queria mesmo morrer.”•A marca pelo produto:Se você for à banca, traga-me uma Folha.Se você for à mercearia, traga-me um Bombril.•O autor pela obra:Li um Camões todinho este fim de semana.Alegoria Exposição de um pensamento sob forma figurada. Ficção que representa uma coisa para dar idéia de outra.•Ex.: Fábulas, parábolas, etc.HipálageFigura pela qual se atribui a certa palavra o sentido de outra.–“No silêncio orvalhado da manhã”.–“Em cada olho um grito castanho de ódio”.–“Clavel: leite de vacas contentes”.–“Vivemos num mundo sujo”. (Band-Aid).Antítese ou Antonímia: Idéias contrárias:“Ele andava preso em liberdade pela cidade”.“Amar é ver o sol por entre a noite escura.É sofrer na alegria e gozar na tristeza.É resumir num só verso o infinito desejo.É viver por um sorriso e morrer por um beijo.”“Fotóptica é soft no atendimento e não é hard no pagamento”.“Guerra é paz na estrada.”“Estrela: o brinquedo levado a sério.”Catacrese:Aplicação de um termo figurado por falta de termo próprio:–Perna da mesa.–Embarcar num trem.–Céu da boca.–Barriga da perna.–Dente do juízo.–Olho do furacão.Sinestesia:Relação que se estabelece entre uma percepção sensorial e outra que pertença ao domínio de um sentido diferente:•Avistei o grito das araras.•A manhã nasce com cheiro de luz.•Oh, sonora audição, colorida de aromas!Pleonasmo:Superabundância de expressão.A)Estilístico:“E zumbia, e voava, e voava, e zumbia”.(Polissíndeto)“Gabriela desceu ladeira abaixo trotando feito jumentinho novo”.B) Vicioso:Vi com estes olhos que a terra há de comer.Paralelismo:Repetição próxima da mesma estrutura sintática com idéias diferentes.•D.N. Turismo: Você leva a vida, a gente leva você.•“Descontraído o suficiente para sair do padrão. Inteligente o bastante para seguir a tendência.•“Melhor que viver sonhando é sonhar vivendo”.•“Relógio que atrasa não adianta”.•A felicidade custa pouco e pode ser financiada.Quebra de paralelismo ideológico: •“Tome um café e uma atitude”.•“A Vila Romana faz paletós, camisas, gravatas, calças e ciúmes”.Simetria:Elementos se posicionam como espelho. Repete-se, numa frase, palavras da frase anterior, mas com outro sentido ou ordem diversa:•“Glutão não come para viver: vive para comer”.•“Classifolha: o jornal que mais vende tem os classificados que vendem mais”.•“Depois de assistir aos melhores momentos da Seleção, assista à seleção dos melhores momentos”. (Revista Placar).•“Na fila única, não é você que respeita a fila: é a fila que respeita você”.•“Citiconta: agora é render ou render”.•“Classificados do Globo: um lugar para cada coisa, cada coisa em seu lugar”.
ASPECTOS FONOLÓGICOS: Despertam o prazer estético;•Chamam a atenção para o conteúdo da mensagem;•Facilitam a memorização;•Saturam de estímulos que levam o receptor à ação.Rima:•“Mercearia do Povo. Barato vende. Melhor atende”.•“Supermercados Condor: Comprou, girou, ganhou!”•“Lixo em terreno baldio: rato forte e sadio”.•“Phillips. Dá o tom em matéria de som”.•“Lentes de contato incolores por precinhos bem indolores”.•“Espelho, espelho meu: veja esta blusa como se usa. E como essa tomara-que-caia combina com minha saia”.Aliteração:Repetição de um mesmo som:•“Culinária com Arno e Arte”.•“Juntos a gente dá jeito”•“Venha, veja, viva”.•“Estamos roxos de raiva com o arroxo salarial”.•Impressoras com preços impressionantes.•Pense forte: pense Ford.•Moda Moldes: tudo na moda, tudo com moldes.Ritmo:Resulta da regular sucessão de sílabas átonas (fracas) e de sílabas tônicas (fortes). É o elemento melódico que transmite, por meio de intervalos regulares, a cadência e melodia do texto.A) Com rima:–Vá e venha pela Penha.–A força do novo. A força do povo.–Tomou Doril, a dor sumiu.–O povo não é bobo. Prefere Rede Globo.–Fiat Stilo: ou você tem ou você não tem.B) Sem rima:–“Índigo blue. Índigo Black. Índigo Jeans.”–“Complemento indispensável para um universo inesquecível.”–“A forma muda. A essência fica”.Paranomásia:Confrontação semântica de palavras similares do ponto de vista fônico:•Veja como o respeito ao leitor se transformou em respeito ao leitor.•Você já conhece o Lada pelo lado de fora. Agora, venha conhecê-lo pelo lado de dentro.•Nota-fiscal: se você não pede, todo o país perde.•Saiu a lista dos provados e aprovados da Bauducco.Eufemismo:Quando se usa um termo com a intenção de suavizar uma situação chocante:“O Austregésilo passou desta para melhor”.Oralidade: Presença de coloquialismo, gírias e desvios da norma culta:•“Há 40 anos a melhor indústria de carrocerias que pintou no pedaço”.•“Passando Cremer no seu corpo você vai ficar cada vez mais enxuta”. (Toalhas Cremer).•“Boa forma: a melhor forma de viver numa boa”.•“O melhor amigo do gato é o cachorro”. (Sapato Bull-dog, da Samelo).•“Em vez de gastar tubos com irrigação, use os nossos tubos”. (Tubos Cipla).•“Com Darling Uva você vai logo arranjar um cacho”.•“Metade agora, metade depois. E fim de papo”.•“Pense mais em você, sua bobona”. (Biovita – Nestlé).•“Agora você pode fazer um grande investimento deste tamanho”.•“Mês do som na Zacharias. A melhor cantada que você já levou na sua vida”. •“Sempre que você ver esta marquinha, pode entrar que tem Rede Fácil.” (Desvio da Norma).Aspectos (orto)gráficos: Concerto de sapatos”. (Publicidade da H.Bettarelo – curtidora de calçados).•“As praias e sua Honda esperam por você.”•“Censo 99. Conte com a gente. Ajude a gente a ter bom censo”.•“Greve geral contra o arroxo”.•“Tynta fresca”. (Tintas Ypiranga).•“A Nota Fiscal que você Não Pede é a casa que você Não Tem”.•“Paralização: quem consegue ver numa paralização somente um erro ortográfico é míope”.
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EXERCÍCIOS:
Classifique as seguintes Figuras de Linguagem:1.Sorvete Bella Donna: feliz culpa.2.O verão está preparando uma grande surpresa para sua pele.3.Este carro não corre:voa.4.Este anel é uma jóia, ou melhor, uma preciosidade.5.Vejam os altos feitos deste governo.6.Água mineral Cristal: para quem está morto de sede.7.Cigarros Malboro: o vício bom!8.Um carro que vai fazer você se apaixonar.9.Para quem ainda não tem teto onde se abrigar, Plano Cem de aquisição imobiliária.10.Encontrar uma Bohemia perdida na geladeira é como descobrir um tesouro.11. Meus alunos da São Judas são ouro.12. O Rei dos Animais acaba de chegar em DVD.13. A criança é tal qual uma plantinha14. Ouvia-se o tinir dos cristais.15. As mãos eram pequenas; os dedos finos e delicados.
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IV) TEORIA DA INFORMAÇÃO(Matéria = Ciências da Linguagem)Desenvolvida em 1948 por Claude Shannon. A necessidade de uma base teórica para a tecnologia da comunicação surgiu do aumento da complexidade e da massificação dos meios de comunicação, tais como o telefone, as redes de teletipo e os sistemas de comunicação por rádio.Ela abrange todas as formas de transmissão e armazenamento de informação, incluindo a televisão e os impulsos elétricos que se transmitem nos computadores e na gravação óptica de dados e imagens.Está relacionada com as leis matemáticas que regem a transmissão e o processamento da informação. Ocupa-se da medição da informação, da representação desta (por exemplo, sua codificação) e da capacidade dos sistemas de comunicação para transmiti-la e processá-la.A codificação pode se referir tanto à transformação de voz ou de imagem em sinais eletromagnéticos, como à cifração de mensagens escritas.A Teoria da Informação foi desenvolvida num ambiente de engenharia e serve para solucionar problemas técnicos de telecomunicação relativos à transmissão de informação. Sua maior preocupação é transmitir informação o mais economicamente possível.•Informação é a organização do caos.•É o caminho inverso da tendência natural para a desorganização, que é o princípio da entropia.•Informação é a redução da previsibilidade.•Quanto maior a taxa de novidade de uma mensagem, maior seu valor informativo.•Informação equivale à redução de incerteza.
ENTROPIA:
Medida da desordem de um sistema físico e, portanto, de sua proximidade do equilíbrio térmico.
Medida da perda de energia num determinado sistema.
REDUNDÂNCIA:
Excesso de sinais sobre o estritamente necessário para a transmissão de uma dada quantidade de informação.
Sua forma mais simples e óbvia é a repetição (tanto com os mesmos signos quanto com outros).
O conceito de redundância é uma comparação entre o código real e o código ideal no que diz respeito à economia de meios de transmissão.O código ideal é de economia máxima.O código real terá uma eficiência avaliada por um percentual em relação ao código ideal.A diferença de eficiência entre o código real e o ideal é o que chamamos de redundância do código.Quando se afirma que um código tem redundância de 55%, significa que seu desempenho no tocante à economia de transmissão é de apenas 45% do máximo teórico, que só se alcança com um código ideal.Ruído: é a diferença entre a quantidade de informação emitida e a recebida.Informação Subjetiva: Segundo Shanon, a informação subjetiva de uma seqüência de signos depende do estado de espírito do receptor, das circunstâncias, do seu comando da linguagem e da sua situação quando recebe a mensagem.

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V) NÍVEIS DE LINGUAGEM(Matéria = Ciências da Linguagem)LINGUAGEM ORATÓRIALíngua Falada:Discursos•SermõesLíngua Escrita: •Linguagem literária•Cartas•Documentos 0ficiaisLINGUAGEM CUIDADA Língua Falada: •Cursos•Comunicações oraisLíngua Escrita: Linguagem Literária– Cartas–Documentos oficiaisLINGUAGEM COMUM:Língua Falada:•Conversações•Rádio•TVLíngua Escrita:- Comunicações escritas comunsLINGUAGEM FAMILIAR: Língua Falada:•Conversaçõesinformais não elaboradasLíngua Escrita: Linguagem descuidada, incorreta;•Linguagem literária que procura imitar a língua falada (registro distenso da língua).

VI) VARIANTES DA LÍNGUA
(MATÉRIA DE CILING)
ASPECTOS DIASTRÁTICOS = Variações decorrentes em decorrência de diferenças de classes sociais.
ASPECTOS DIAFÁSICOS = Variantes que ocorrem em função do contexto social.
ASPECTOS DIATÓPICOS = Variações que ocorrem em função do lugar em que uma língua é utilizada.
ASPECTOS DIACRÔNICOS = Variações que ocorrem em decorrência das diferentes épocas em que a língua é utilizada.

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Domingo, 30 de Março de 2008
VII) COMUNICABILIDADE
(Matéria de Ciling)
(Nota: oferece possibilidade interdisciplinar)
Comunicabilidade e a qualidade do ato comunicativo otimizado, no qual a mensagem é transferida integral, correta, rápida e economicamente. A transmissão integral supõe que não há ruídos supressivos, deformantes ou concorrentes. A transmissão correta implica em identidade entre a mensagem enviada pelo emissor e recebida pelo receptor. A rapidez supõe que se pratica o ato pela via mais curta. A economia presume que não são necessários retornos, esforços de decifração e compreensão. Pode-se falar numa comunicabilidade de código e de discurso.Elementos da Comunicação:•Emissor, fonte ou remetente: Portador da mensagem a ser transferida.•Receptor ou destinatário: Aquele a quem se destina a mensagem.•Mensagem: Conteúdo que se deseja transferir.•Discurso: exteriorização, atualização das potencialidades do código que veicula e porta a mensagem.•Código: sistema que possibilita a construção de discursos formado por gramática e léxico.•Léxico ou repertório: Conjunto de signos que pertencem ao código.•Signo: Exterioridade convencionalmente portadora de significado. É um símbolo de seu significado.•Gramática: Conjunto de regras pelas quais os signos do léxico se relacionam e com as quais se constrói os discursos.•Domínio, background ou competência: Parte do código que o receptor ou o emissor dominam.•Contexto: Situação que circunda o ato comunicativo.•Codificação: Concepção do discurso.•Emissão: Realização, atualização, exteriorização do discurso.•Canal ou meio: Suporte físico da transmissão do discurso.•Transmissão: Jornada do discurso da emissão à recepção.•Recepção: Interiorização do discurso pelo receptor.•Decodificação: Extração da mensagem a partir do discurso interiorizado. É formada por decifração e compreensão.•Decifração: Reconhecimento do signo como tal e de suas funções gramaticais no discurso.•Compreensão: Obtenção da mensagem a partir do discurso decifrado.•Contato: Estabelecimento da atenção mútua entre emissor e receptor.•Sintonia: Preservação da atenção mútua entre emissor e receptor durante a transmissão da mensagem.•Ruído: Ocorrência externa à comunicação, que surge na fase da transmissão ou recepção e leva à perda total ou parcial da mensagem ou à sua deformação. O ruído pode ser deformante, concorrente ou supressivo.•É deformante se altera o discurso e, conseqüentemente, a mensagem.•É concorrente se disputa com o discurso a atenção do receptor.•É supressivo se elimina o discurso em parte ou totalmente.Prejuízos à Comunicabilidade:•Problemas que podem ocorrer durante a comunicação.•Ocorrem em todas as etapas do processo comunicativo, desde a codificação até a compreensão.•Pode advir de equívoco gerado em etapa anterior.•Supressão total ou parcial da decodificação da mensagem.•Deformação da mensagem.•Perda de produtividade (velocidade menor, esforço maior).A comunicabilidade pode ser dividida em partes:•Pronunciabilidade: qualidade da comunicação oral otimizada para a elocução. É interesse típico do radialista, por exemplo.•Audibilidade: qualidade da comunicação oral otimizada para a audição. Também interessa ao rádio.•Legibilidade: qualidade da comunicação escrita otimizada para a leitura. É típica questão para editores e jornalistas.•Processabilidade: qualidade da comunicação otimizada para o processamento, para a compreensão. É de interesse da didática, do ensaio, por exemplo.•Acessibilidade: qualidade da comunicação escrita otimizada para a leitura seletiva.Fatores que prejudicam a comunicabilidade:No discurso oral:•Volume fora da faixa de sensibilidade.•Ruídos: concorrentes, deformantes ou supressivos.•Ortoépia fora de padrão.•Velocidade de entoação muito alta ou muito baixa.•Pausas de entoação que não coincidem com as pausas sintática.•Vícios de linguagem.No discurso escrito:•Grafia fora de padrão.•Rasuras e outros ruídos deformantes.•Semelhanças entre padrões de grafemas (entre o 'm' e o 'n' por exemplo).•Dimensões fora da faixa de sensibilidade visual.No discurso oral e escrito:•Falta de background do receptor•Background equivocado•Anomalias do discurso•Falta ou excesso de redundância•Ortoépia de difícil compreensão•Estrangeirismos•Atos falhos de emissão•Distanciamento entre termos sintáticos dependentes•Excesso de subordinação sintática•Frases parentéticas•Ordens sintáticas esdrúxulas•Frases longasAcessibilidade:•A acessibilidade é a qualidade do texto otimizado para a leitura seletiva, que facilita o acesso à informação. Medidas para melhorar a acessibilidade:•Máxima segmentação do texto.•Unidade temática das partes.•Uso de títulos esclarecedores.•Ordem entre as partes.•A informação deve ter uma parte do discurso a ela dedicada e só uma parte.Processabilidade: •Um discurso difícil é aquele que só se afigura como de boa comunicabilidade ao receptor qualificado. Na sua qualificação computa-se sua inteligência verbal, sua competência lingüística, sua memória imediata, sua atenção difusa. O que torna um discurso difícil? Há duas esferas a considerar: a da forma e a do conteúdo.Formais:•Dificuldades de processamento:–Frases longas.–Frases subordinadas.–Frases parentéticas.–Abundância de recursos de semântica (estudo da evolução do sentido das palavras através do tempo e do espaço).–Abundância de elipses.–Distanciamento entre termos sintáticos dependentes.•Dificuldades de competência:–Abundância de raridades sintáticas e de léxico.De Conteúdo:•Familiaridade: A familiaridade com o significado diminui a dificuldade.•Densidade de novidade: quanto menor a taxa de novidade, mais fácil é o discurso.•Desconexidade entre as partes: uma lista caótica é mais difícil de memorizar que uma lista de itensinter-relacionados.•Background progressivo: reduz a dificuldade.•Complexidade crescente: reduz a dificuldade.•A abstração aumenta a dificuldade.•Categorias que aumentam a dificuldade: definições, classificações, silogismos, remissões, etc.Postado por Jerusa Guijen Garcia às 16:02 0 comentários Links para esta postagem

Domingo, 30 de Março de 2008
Dicas para os aspirantes a Criativos:
A redação publicitária é diferente das outras. É uma especialização. O redator publicitário tem que ser muito criativo, pois vai tirar da cabeça as idéias que vão motivar as pessoas a aceitarem esse ou aquele produto ou ideologia. Portanto, ele não vai apenas redigir slogans, textos de anúncios, roteiros de comerciais de TV, etc; ele vai, sobretudo, criar. Se você quer ser um redator publicitário, o primeiro passo é reciclar os seus conhecimentos de português. Necessariamente não precisa ser professor da matéria porque os revisores (nas grandes agências) cuidam dos tropeços lingüísticos para que os redatores fiquem mais tranqüilos e deixem fluir a imaginação sem outras preocupações. Porém, nas agências sem revisores é tudo muito diferente. Nesse caso, o redator tem que se preocupar com o português e o seu raciocínio é muito prejudicado porque ele tem que pensar em duas direções completamente diferentes, uma cheia de regras complexas e outra, onde a criatividade é a regra mais importante.É muito comum encontrarmos erros em grandes jornais e revistas. A maioria por descuido de revisão. No entanto, devemos fazer tudo para que o nosso texto seja absolutamente correto e para isso devemos nos munir de gramáticas, dicionários e tudo que possa nos auxiliar. Não confie muito nas correções ortográficas dos editores de texto como o "Word". Elas tiram algumas dúvidas, mas, às vezes, acrescentam outras.Depois disso, o redator publicitário deve ser muito bem informado, ler sobre tudo é importantíssimo, pesquisar é imprescindível. Esse tipo de profissional tem que se alimentar vorazmente de informações de todos os tipos, principalmente sobre o produto ou serviço que vai anunciar. Na hora de elaborar o texto é que se pode valorizar a verdadeira importância desse manancial informativo.
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Postado por Jerusa Guijen Garcia às 13:06 0 comentários Links para esta postagem


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VIII) FUNÇÕES DA LINGUAGEM
(Matéria de Ciling)
(com possibilidade de enfoque interdisciplinar)

Para entendermos com clareza as funções da linguagem, é bom primeiramente conhecermos as etapas da comunicação. Ao contrário do que muitos pensam, a comunicação não acontece somente quando falamos, estabelecemos um diálogo ou redigimos um texto; ela se faz presente em quase todos os momentos. Comunicamos-nos com nossos colegas de trabalho, com o livro que lemos, com a revista, com os documentos que manuseamos, através de nossos gestos, ações, até mesmo através de um beijo de “boa noite”. É o que diz Bordenave quando se refere à comunicação:"A comunicação confunde-se com a própria vida. Temos tanta consciência de que comunicamos como de que respiramos ou andamos. Somente percebemos a sua essencial importância quando, por acidente ou uma doença, perdemos a capacidade de nos comunicar". (Bordenave, 1986. p.17-9)
No ato de comunicação percebemos a existência dos seguintes elementos:
a) emissor: é aquele que envia a mensagem (pode ser uma única pessoa ou um grupo de pessoas).b) receptor: é aquele a quem a mensagem é endereçada (um indivíduo ou um grupo), também conhecido como destinatário.c) canal de comunicação: é o meio pelo qual a mensagem é transmitida.d) código: é o conjunto de signos e de regras de combinação desses signos utilizado para elaborar a mensagem: o emissor codifica aquilo que o receptor irá descodificar.e) contexto: é o objeto ou a situação a que a mensagem se refere.
Partindo desses seis elementos Roman Jakobson, lingüista russo, elaborou estudos acerca das funções da linguagem, os quais são muito úteis para a análise e produção de textos. As seis funções são:
1. Função referencial: referente é o objeto ou situação de que a mensagem trata. A função referencial privilegia justamente o referente da mensagem, buscando transmitir informações objetivas sobre ele. Essa função predomina nos textos de caráter científico e é privilegiado nos textos jornalísticos.
2. Função emotiva: através dessa função, o emissor imprime no texto as marcas de sua atitude pessoal: emoções, avaliações, opiniões. O leitor sente no texto a presença do emissor.
3. Função conativa: essa função procura organizar o texto de forma a que se imponha sobre o receptor da mensagem, persuadindo-o, seduzindo-o. Nas mensagens em que predomina essa função, busca-se envolver o leitor com o conteúdo transmitido, levando-o a adotar este ou aquele comportamento.
4.Função fática: a palavra fático significa “ruído, rumor”. Foi utilizada inicialmente para designar certas formas que se usam para chamar a atenção (ruídos como psiu, ahn, ei!). Essa função ocorre quando a mensagem se orienta sobre o canal de comunicação ou contato, buscando verificar e fortalecer sua eficiência.
5. Função metalingüística: quando a linguagem se volta sobre si mesma, transformando-se em seu próprio referente, ocorre a função metalingüística.
6. Função poética: quando a mensagem é elaborada de forma inovadora e imprevista, utilizando combinações sonoras ou rítmicas, jogos de imagem ou de idéias, temos a manifestação da função poética da linguagem. Essa função é capaz de despertar no leitor prazer estético e surpresa. É explorado na poesia e em textos publicitários.
Essas funções não são exploradas isoladamente, de modo geral, ocorre a superposição de várias delas. Há, no entanto, aquela que se sobressai, assim podemos identificar a finalidade principal do texto.

Postado por Jerusa Guijen Garcia às 12:24 0 comentários Links para esta postagem
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IX)LINGUAGEM SENSACIONALISTA SOB A ÓTICA DA PSICANÁLISE FREUDIANA
(MATÉRIA DE CILING)
(COM POSSIBILIDADE DE UTILIZAÇÃO INTERDISCIPLINAR)
Sigmund Freud, pai da Psicanálise, dividiu a mente humana em três instâncias: Id, Ego e Superego, sendo que cada uma delas, em tese, deve exercer um papel preponderante na mente humana.

Id, uma das três instâncias básicas da personalidade. O id se refere ao conjunto de impulsos instintivos do indivíduo, necessidades biológicas, desejos e motivações afetivas primárias que, sob o princípio do prazer, buscam uma realização imediata pressionando o ego, que opera com o sentido de realidade para obter tal realização.

Ego = termo que designa a parte central da estrutura da personalidade. É o mediador entre os desejos instintivos e as pressões morais.

Superego = Modifica e inibe os impulsos instintivos do ego, quando este tendem a produzir ações e pensamentos anti-sociais.

O Id seria responsável pelos instintos, o Superego representaria o papel da censura, da razão e o ego seria aquele que faz a intermediação entre o Id e o Superego.

Ocorre, porém, que o Ego, quando atende aos ditames do Superego, deixa de dar ouvidos ao Id e vice-versa, numa relação constante de escolha, onde jamais é possível dar ouvidos aos dois concomitantemente.

O fato de o Ego ter sempre que atender a um em detrimento do outro, gera nele um sentimento de culpa, a qual somente é possível de ser aliviada a partir de alguma espécie de expurgo, que tanto pode vir através de um castigo quanto de uma punição.

Isso faz com que os indivíduos estejam sempre em busca de elementos que lhe possibilitem atingir esse espírito de expurgo, que nada mais é que a catarse de que Aristóteles falava na Antiga Grécia.

Na contemporaneidade o ser humano busca na linguagem sensacionalista o extravasamento dessa necessidade através do castigo a que se submete quando se coloca na condição de espectador da mídia sensacionalista, que o faz sofrer, agonizar-se, martirizar-se, expurgando assim as mazelas que o indivíduo traz em seu âduo traz em seu sta, que o faz sofrer, agonizar-se, martirizar-se, expurgando assim as mazelas que ade atravmago.

De acordo com Freud, o Ego vive um constante conflito, uma vez que se ele atende aos ditames do Superego, deixa assim de obedecer aos impulsos do ID, escolha essa que resulta sempre num conflito, o qual gera um complexo de culpa. Essa culpa, para ser expurgada, pede um castigo, razão maior da mídia sensacionalista contar com um público tão cativo, pois é lá que o espectador se vê redimido em sua necessidade de ser castigado. Essa busca pela mídia sensacionalista se dá, geralmente, em função da classe social em que o indivíduo está inserido, sendo preferida pelas classes sociais mais baixas, uma vez que as mais altas têm outras opções de expurgo através do choque sensorial provocado pela arte.


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X) FILME DOGVILLE
(MATÉRIA = CILING)
(COM POSSIBILIDADE INTERDISCIPLINAR)


Temas trabalhados:
A subserviência da condição humana
A coisificação so ser
Conflitos entre o Bem e o Mal
O Comportamento do indivíduo na massa

O filme Dogville, do polêmico cineasta Lars Von Trier, um dos mais premiados do mundo, foi assistido pela classe e debatido pela professora. Trabalhou-se o conceito de Mais-valia proposto por Karl Marx, em comparação com o tratamento recebido por Grace, protagonista do filme.

Foi feita uma analogia entre o diálogo final de Grace e seu pai o conceito de bem e mal, comparando-o com o diálogo final entre Deus e o diabo do livro O Evangelho Segundo Jesus Cristo, do best seller do Nobel de Literatura José Saramago.

Falou-se da simbologia dos bonecos de porcelana que Grace foi adquirindo um a um, às custas do sacrifício de seu trabalho, e que a mãe das crianças quebrou no final do filme, os quais traduzem uma conquista “cheia de sofrimento” (conforme fala da própria personagem no filme), em que cada boneco representa a tentativa de bom relacionamento de Grace para com os habitantes do vilarejo.

Comentou-se acerca do fato de somente o cão sobreviver no final, único que tinha o direito de ser de fato irracional, sendo que todos os outros habitantes o foram, todos menos o cão.

Lembrou-se do recurso utilizado pelo diretor com relação à quebra da quarta parede, típica postura do narrador onisciente, para quem não há segredos nem tampoouco barreiras, uma vez que ele pode entrar em qualquer escaninho do inconsciente das personagens.

Trabalhou-se o conceito de reificação (coisificação) da condição humana, tão exaustivamente vivenciado pela protagonista do filme Dog Ville, quando se traçou um paralelo entre Grace e o inseto em que se transformou Gregor Samsa, protagonista do livro A Metamorfose, de Franz Kafka, também discutido em sala de aula.


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SÍNDROME DE PETER PAN
(Matéria já ministrada no 2° ano A Matutino de Publicidade
- em função do grande número de jovens mancebos –
e será ainda ministrada no 2° ano de PP Noturno)

Autor: Dr. Dan Kiley
(Ph.D. em Psicologia na Universidade de Illinois – USA.;
Faz parte da equipe de psicólogos do VA Hospital em Danville – Illinois;
Administrador e psicólogo do Departamento de Corregedoria de Illinois – Divisão Juvenil. Mantém um consultório particular em Chicago, onde reside.
Síndrome de Peter Pan = Sério fenômeno sociopsicológico que vem sendo detectado entre centenas de milhares de rapazes que se recusam a amadurecer.


Diálogo entre Capitão Gancho e Peter Pan:
- Capitão Gancho: Você tem algum outro nome?
- Peter Pan: Hum, hum!
- Gancho: Legume?
- Peter: Não!
- Gancho: Mineral?
- Peter: Não!
- Gancho: Animal?
- Peter: Sim!
- Gancho: Homem?
- Peter (desdenhoso): Não!
- Gancho: Menino?
- Peter: Sim!
- Gancho: Menino como os outros?
- Peter: Não!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!
- Gancho: Menino maravilhoso?
- Peter: (satisfeito): Sim!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!
Definição = Peter Pan é um adolescente muito infeliz que s encontra à beira de um abismo entre o homem que não quer ser e o menino que já não é.

Embora esses rapazes já tenham atingido a idade adulta, são incapazes de encarar os sentimentos e as responsabilidades dos adultos.
Distantes de suas verdadeiras emoções, eles se escondem atrás das máscaras, estando repletos de sentimentos vazios e de solidão, e, como o herói infantil, eles recorrem ao fingimento e à falsa alegria, num esforço supremo de esconder suas fraquezas dos outros.

Sintomas:
• Irresponsabilidade;
• Ansiedade;
• Solidão;
• Chauvinismo;
• Narcisismo;

• Acreditam que podem por em ação tudo o que sua fantasia lhes sugere.
• Atrás de uma suposta máscara de orgulho, esconde sua vulnerabilidade.
• Para ele a vida é uma perda de tempo.
• Ele se esforça por camuflar sua insatisfação por estar no mundo com vivacidade e piadas.
• Por algum tempo isso engana, mas com o passar do tempo, porém, as pessoas vão se cansando de sua imaturidade e acabam desejando se livrar dele.
• Se ele ousar gostar de alguém, ficará perturbadíssimo.
• Está acostumado a encarar a vida como se fosse uma caverna vazia.
• Costuma dizer com freqüência: “Não ligo a mínima pra nada...”.

Perfil Social da Vítima:
Cronologia Sintomática:
• De 12 a 17 anos: quatro sintomas se desenvolvem em graus variáveis:
1. Irresponsabilidade;
2. Ansiedade;
3. Solidão;
4. Conflitos relativos ao papel sexual.
• Dos 18 aos 22 anos:
- Narcisismo e chauvinismo dominam o comportamento;
• Dos 23 aos 25 anos:
- Período de crise aguda, insatisfação com a vida.
• Dos 26 aos 30 anos:
- Estágio crônico em que apenas “representa” o papel de adulto;
• Dos 31 aos 45 anos:
- Ainda que assumindo papéis sociais (marido, pai), a vítima se sente entediada com a monotonia da vida.
• Após os 45 anos:
- Aumenta a depressão e a agitação na medida em que a vítima se aproxima da andropausa (climatério masculino);
• - Rebela-se contra o estilo de vida indesejado e tenta retomar aspectos da juventude.

Condição Financeira
· Os mais jovens raramente se sustentam.
· Aos vinte e poucos anos ainda moram com os pais e\ou deles dependem financeiramente.
· Vítimas com mais idade podem até apresentar situação financeira segura, sentindo, contudo, que não a têm.
· Costumam ser mesquinhos, exceto com a satisfação de seus próprios desejos.

Situação Marital
· Até os 25 anos costumam se manter solteiros.
· Namoram mulheres mais novas ou imaturas.
· Depois de casados, tendem a ser mantidos pelas esposas.

Situação Educacional
• Levam a faculdade na brincadeira;
• Têm dificuldade em resolver o que desejam estudar;
• Raramente terminam o curso universitário no período normal
• Raramente são vistos como vencedores, empreendedores ou homens de sucesso.
• Situação Profissional:
• Têm uma história profissional bastante instável;
• Só trabalham sob pressão;
• Querem uma carreira, mas jamais batalham por ela;
• Ofendem-se com empregos que acham “indignos” deles.
• Têm problemas empregatícios por causa de sua negligência.

Interesses:
• Interessam-se constantemente por festas;
• Quando mais velhos, tendem a se envolver em esportes comunitários.

Perfil Psicológico da Vítima
· Perturbação emocional;
· A raiva costuma emergir com fúria;
· Alegria toma forma de histeria;
· Decepção se transforma em auto-piedade;
· Dizem que amam, mas não são capazes de expressar o amor;
· Egocêntricos até a crueldade;
· Recusam-se a compartilhar seus sentimentos.
· Perderam o contato com suas emoções;
· Não conseguem identificar o que sentem.

Procrastinação:
• Adia as coisas até ser absolutamente forçada a fazê-las;
• A culpa por esse adiamento força a pessoa a estar sempre fazendo alguma coisa.
• Não consegue relaxar.

Impotência nas Relações Sociais:
· Não conseguem fazer amizades verdadeiras;
· Procuram novos amigos constantemente;
· Tentam ser agradáveis a meros conhecidos;
· Não demonstram amor e preocupação com a família.
· Sofre de uma desesperada necessidade de pertencer a grupos;
· No fundo é uma pessoa solitária;
· Entra em pânico se está só.
· Culpam aos outros por seus enganos

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ATIVIDADES PARALELAS MINISTRADAS EM SALA DE AULA:

Todos os grandes criativos bem-sucedidos da Publicidade são enfáticos em pontuar que só se cria a partir de um olhar mais depurado, olhar esse impossível de se adquirir se não através do contato com a arte. Sendo assim, sempre que encontro clips e ensaios fotográficos de alta qualidade artística, apresento-os aos meus alunos, de forma que eles familiarizem seu olhar com a linguagem artística.

Dentro dessa tônica foram apresentados, durante o transcorrer do semestre letivo, os seguintes clips e ensaios fotográficos:
1. André Rieux (música/dança);
2. Vincent Van Gogh (música/pintura);
3. Roan Muek (escultura)
4. Rob Gonsalves (pintura surrealista);
5. Idéias criativas (21 fotos);
6. Série de fotos premiadas em Cannes;

CLIPS APRESENTADOS EM SALA DE AULA (PARA AMBAS AS DISCIPLINAS) PERTINENTES AO TEMA PUBLICIDADE:
1. O Cara;
2. Orquestra alemã que extrai sons da garrafa da cerveja VB;
3. O Cego e o Publicitário em Paris;
4. A Cultura do slow down;
5. Jingles da Coca-cola desde seus primórdios até os dias atuais;
6. Clip do Washington Oliveto (Tema = Paz);


OUTROS CLIPS:
Clip do pai-atleta americano que conduziu seu filho (deficiente físico) por diversas maratonas desportivas (a partir do qual se trabalhou em classe o conceito de sinergia);


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TÉCNICA DE ROTEIRIZAÇÃO:

Técnica de roteirização, a partir da qual se criou um produto e em torno dele uma campanha publicitária envolvendo mídia eletrônica, em que se aplicou a técnica de roteirização ministrada em aula.


AULA INAUGURAL:

Explanação acerca da importância de se incrementar o léxico, uma vez que este vem a ser o determinante da capacidade cognitiva do ser humano (posto que só se pensa a partir das palavras que se conhece).

Explanação acerca da arte enquanto um instrumento de sensibilização do ser e forma de depuração do feitio rude da condição humana.

Explanação acerca da História da Escrita desde seus primórdios, suas primeiras manifestações bem como um passeio pelos respectivos registros arqueológicos que comprovam sua existência.

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quinta-feira, 5 de junho de 2008

SINERGIA
Ato ou esforço coordenado de vários órgãos na realização de uma função. Associação simultânea de vários fatores que contribuem para uma ação coordenada. Por isso a necessidade de se desenvolver um espírito de cooperação a fim de que se obtenha sucesso num trabalho em grupo.

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SILOGISMO LÓGICO ARISTOTÉLICO

PREMISSA MAIOR = IDÉIA UNIVERSAL, IRREFUTÁVEL, INCONTESTÁVEL.

Ex.: TODO HOMEM É MORTAL.

PREMISSA MENOR = IDÉIA INDIVIDUAL.

EX.: ORA, EU SOU HOMEM.

CONCLUSÃO = BASEANDO-SE NA IDÉIA UNIVERSAL DA PREMISSA MAIOR

PORTANTO, EU SOU MORTAL.


FALÁCIA = RACIOCÍNIO ENGANOSO
EX.: TODO MINEIRO É HÁBIL.
ORA, AUSTREGÉSILO É MINEIRO,
PORTANTO, É HÁBIL.
RECURSOS ESTÉTICOS

FINALIDADES:
• CHAMAR A ATENÇÃO DO LEITOR PARA O CONTEÚDO DA MENSAGEM, O QUE NEM SEMPRE É FÁCIL, NUM CONTEXTO SATURADOS DE ESTÍMULOS VISUAIS;
• DESPERTAR O PRAZER ESTÉTICO;
• OBTER MEMORIZAÇÃO;

EMPRÉSTIMOS ESTRANGEIROS:
A) Uso do Genitivo Anglo-saxão
• Ex.: Barra´s Bar
• Eduart´s
B) Empréstimos do Latim:
• Ex.: Espetu´s
C) Ambos:
• Stillu´s
D) Letras exóticas
• Ex.: Bar Petiskaria Karranca
• Ki Banka
• “O dia de Curitiba ficou mais fresquinho e perfumado com Chrolophilla”. (Veja Paraná, 24/4/2007, p. 21 – propaganda de Loções Chrolophilla).
E) Com uso do superlativo:
• “Butique Chikésima”.
• Cachorros Quentes Ki Dogão”.
F)Com hibridismo:
• “Papel Higiênico Suavpell”.
• “Ká entre Nós Snack Bar”

Comentário do Otto Lara Resende: “Gostei dessa idéia de Kaos com K. Escrito assim, parece mais terrível, mais abissal, e por outro lado é novidade. O caos com c já estava monótono e repetitivo”. (Folha de São Paulo, 4/9/2005).

MAIÚSCULA ALEGORIZANTE:
• Ex.: Pátria, Família, Escola, Igreja, etc.
• “A Nota Fiscal que você Não Pede é a casa que você Não Tem”.

COTEJO (COMPARAÇÃO):
• “Não é por acaso que o ticket restaurante mais conceituado do país é justamente o Ticket Restaurante”. (Folha, 7/5/2000).
• “Desculpe, Cid. O TJ Brasil agora vai para as 20 horas, apesar desta mudança de horário impossibilitar que você veja o jornal do SBT.” (Folha, 7/5/96).

UNIÃO DE ASPECTOS GRÁFICOS COM DIFERENTE SEGMENTABILIDADE DAS PALAVRAS:
• “Restaurante Vegetariano Verde Jante”.

MORFEMAS DE GRAU:
A) Diminutivos:
• “Conquiste o seu carrão dirigindo um carrinho”. (Promoção dos Supermercados Pão de Açúcar – sorteio de um carro para os clientes que enchessem o carrinho de compras).
• “Aproveitamos o comecinho desta revista para dizer que Sempre Livre Míni protege você no comecinho e no finzinho”. (Revista Cláudia, janeiro de 2007).
• “Por apenas cinco reaizinhos você leva um pacotão de batatas”. (Cantinhola de vendedor ambulante pelo alto-falante).

B) Aumentativos:
• “Semanão de preços baixos no Carrefour”.
• “Ofertão da semana”.
• “Feirão promocional de eletrodomésticos”.

PREFIXAÇÃO / SUFIXAÇÃO
• “Todo dia é dia de ofertíssimas no Pão de Açúcar”. (Folha, 29/8/2006)
• “Herbíssimo, fragrância da natureza que Dana trouxe da Europa para você”. (Desfile, dezembro de 1990).
• “ Compre um carro zeríssimo”.

SUFIXO ÉSIMO:
• “Chikésima”.

HOMÔNIMOS HETERÓGRAFOS:
• “Jogar num esquema desses, só a seleção phillipina”. (Propaganda da Phillips na Veja).

HOMÔNIMOS HOMÓGRAFOS:
“Veja o único homem que tem preconceito contra preto... e branco”. (Folha, 10/3/89) – (Propaganda que convida o leitor para assistir à entrevista na TV com Ted Turner, colorizador de filmes preto-e-branco).
“Antes do feriado de Nossa Senhora da Aparecida, dê uma aparecida lá na Zacharias”. (Folha, propaganda da Rede Zacharias de Pneus).

SUFIXAÇÕES INCOMUNS:
• “Neste verão, coppertone-se”.
• “Alarme-se. Proteja sua loja ou indústria”. (Propaganda dos Alarmes Setorizados A II Artron Ltda.)
• “Bestarel” (Cruzamento de besta com bacharel – Dicionário Aurélio).
• “Pescópias” (Pesquisas escolares).
• “Exercicle-se”.
• “Curitubo Desentupidora”.
• “Laminaço – Comércio de Lâminas e Cabos de Aço”.
• “Mulheraço”.
• “Triumph: o showtiã”. (Desfile, setembro de 1990).
• “A intelligentsia brasileira finge que não lê O Globo. O que é uma tremenda “burritsia”. (Veja, 13/7/2007).

RESSEGMENTAÇÃO: Segmentação diferente da palavra, sem substituição ou acréscimo:
• Ex.: “Bar Baridade”.

• Teatro Guairá apresenta: “A Voraz cidade de Paris”.
• “Felizcidade” (Outdoor em comemoração ao aniversário de Curitiba).
• “Amar é ter na mente
Éter na mente
Eternamente”.
• “Pneu carecou, HM trocou”.
• Bebemore o centenário da Antarctica”.

DESOPACIFICAÇÃO = Jogo criativo com unidades lexicais mais complexas
• “Acorda, Trabalhador!” (Anúncio da CUT acompanhado da foto de uma corda com um nó similar ao usado em enforcamentos).
• “Morumbi Shopping é Parati, Mamãe”. (Anúncio da Folha acompanhado da imagem de um carro Parati, que seria sorteado no Dia das Mães).

CRUZAMENTO VOCABULAR:
• “Rusticidade” (Peça teatral de autoria da dramaturga Jerusa Guijen Garcia)

ASPECTOS SINTÁTICOS:

A) SIMPLICIDADE ESTRUTURAL (Ausência de conectivos):

• “Flat pronto, rentabilidade imediata”.
• “Pequenos imóveis, grandes negócios!” (Slogan da Lopes)
• “Arapuá. Vem que tem”.
• “Ferramentas Bosch: fortes, ágeis, potentes, produtivas”.
• Período Composto sem conectivos:
• “Pensou Brahma, pediu Brahma!” (Laconismo).
• Com conectivo:
• “Se o seu pai não merece uma assinatura da TVA, responda: onde foi que ele errou?” (Ausência de circunlóquios).

TOPICALIZAÇÃO
• “Moda Inverno a gente encontra na C & A”.
• “Seninha acumulada faça aqui”.
• “O Cartão Bamerindus você usa em qualquer lugar”.
• “Mãe só tem uma. Bebedermis também”.
• “Na MS a gente confia”.
• “Tão importante quanto ter um fax é todo mundo saber que você tem um fax”. (Outdoor da Telefax).

COORDENAÇÃO:
• ASSÍNDETO = Ausência de conectivos (conjunções, preposições):
• “Esta marca significa segurança, eficiência, agilidade, tradição, profissionalismo, tranqüilidade, 54 anos de experiência e atualização constante no mercado imobiliário”. (Lopes Consultoria de Imóveis).
• “Raspou, combinou, ganhou”. (Propaganda da Raspadinha em Casa Lotérica).
• “Quem não lê, mal ouve, mal fala, mal vê”. (Livraria Siciliano).

POLISSÍNDETO (Abundância de conectivos):
• “BFB. Banco Francês e Brasileiro e Japonês e Inglês e Alemão e Suíço e...”

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